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Quando se pode considerar que a criança tem um atraso na fala?

Portal Lunetas — texto original de Renata Penzani; atualização de Camilla Hoshino

Criança segurando um telefone e se comunicando

Quando o bebê começa a balbuciar as primeiras sílabas, toda a família se reúne ao seu redor para ouvir e comemorar. Mesmo que isso demore um pouco, não significa necessariamente um atraso na fala. Antes da formação de uma palavra, existem outras formas de comunicação que devem ser acompanhadas com atenção.

A fala e o choro

A fala começa a ser treinada desde o nascimento por meio do choro e de outros sons. A fase de ensaio e erro prepara a etapa em que o bebê passa a apontar para o que quer, aprende regras de linguagem e começa a formar as primeiras palavras.

Atraso na fala

Sons, sorrisos, troca de olhares e respostas aos estímulos ambientais ao longo do primeiro ano são fundamentais para a interação e a comunicação social entre o bebê e a família.

Até os quatro meses, a criança chora ou grita. Entre quatro e oito meses, utiliza sinais para expressar necessidades. De oito a 12 meses, começa a compartilhar uma linguagem particular com seus cuidadores. Entre 12 e 18 meses, passa a nomear o que deseja.

Alterações nesse processo

Por volta dos 18 meses, as crianças começam a combinar duas palavras e, aos três anos, constroem frases simples. O atraso merece maior atenção quando ultrapassa os dois anos ou quando há perda de habilidades já adquiridas.

O atraso pode estar relacionado a diferentes condições, como alterações auditivas ou intelectuais, síndromes genéticas e transtorno do desenvolvimento da linguagem. O acompanhamento de um especialista ajuda a compreender cada caso individualmente.

Linguagem é experiência

A aquisição da linguagem não envolve apenas ouvir e repetir. A troca com adultos e outras crianças, o contato com objetos, texturas, cheiros, movimentos e brincadeiras constrói experiências que apoiam a aprendizagem da fala.

Fatores que podem se relacionar ao atraso

Aspectos do contexto familiar e social podem influenciar o início da fala. Isolamento e exposição excessiva às telas reduzem oportunidades de interação, enquanto eletrônicos não oferecem os mesmos modelos de correção e troca presentes em uma conversa real.

A recomendação é observar a criança em sua individualidade e buscar orientação profissional diante de dúvidas, pouca evolução ou sinais de alerta.

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